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domingo, 18 de abril de 2010

Italian Food ...

Sexta-feira, 18h00... Sai de meu consultório na Vila Madalena, entrei no carro e fui até meu apartamento na Augusta... Durante todo o tempo em que dirigi meu pensamento ficou longe, aliás, longe ainda é próximo demais do mundo real... Cheguei no apê e estava literalmente aérea, sabe-se lá Deus em que planeta exatamente, afinal de contas, era hoje... Clarice iria lá, chegaria em no máximo duas horas, e... Uau, só de imaginar sua presença ali, sentada confortavelmente no meu sofá, aquele mesmo, o que ela me ajudou a escolher e que gosta tanto, me proporcionava um gélido arrepio e uma sensação ainda indefinida, um misto da mais pura vergonha pela noite anterior, com o mais adolescente dos entusiasmos por ter a chance de consertar tudo, ou pelo menos de poder tentar...

Coloquei nossas taças no freezer, e fui pra cozinha preparar nosso jantar. Bem, se bem me lembro das preferências culinárias de Clarice, vou apostar em uma típica noite italiana. Hum... Ambas adoramos lasanha... Bingo! Prato da noite escolhido... Preparei o jantar, escolhi um bom vinho, tinto, é claro. E, então finalmente fui tomar banho e me preparar para receber Jam.

Sai do banho, e fui me vestir... Indecisão é algo com o qual ainda não aprendi a lidar, com isso, gastei cerca de 30min apenas para escolher a roupa que ia vestir! Bem, pensei tanto e acabei saindo do quarto bem casual, jeans preto, mais justo que o normal, é claro; uma blusa grafite, elegantemente decotada, e cerca de 15cm no pé, “Jam sempre gostou dos meus saltos...” Olhei no relógio, “nossa, ela deve chegar em 15min mais ou menos”, corri para minha suíte e empenhei-me em fazer uma boa maquilagem, um generoso banho de perfume e, “acho que estou pronta”.

Já eram 20h30, e eu não conseguia mais me conter e não olhar para o relógio, impacientemente e, absurdamente atemorizada com a idéia de Clarice não aparecer naquela noite. Arrumei e desarrumei a mesa diversas vezes, andava de lá pra cá no apartamento, “Vamos lá Sophia, calma, o transito de São Paulo não tem hora pra acontecer, e outra, ela só esta meia hora atrasada, nem é tanto tempo assim vai, relaxa”... Nesse momento, meu interfone tocou; sim, era ela: Clarice! Pedi para que a deixassem subir, e esses sim, foram os mais longos e intermináveis 5 minutos da noite... Enfim, a campainha tocou e talvez eu tenha conseguido perceber o tremor das mãos que a tocavam lá fora, será que tremiam como as minhas?
Abri a porta e não consegui olhar nos olhos de Clarice por alguns segundos, ela deu um passo à frente e me abraçou, mas, um abraço diferente, com uma intensidade diferente. Ainda em meio ao nosso abraço puxei-a para dentro e bati a porta... “Clarice, eu... Eu, eu... De verdade não sei o que posso te dizer, não sei mesmo como consertar o que aconteceu... Só posso lhe pedir desculpas, mas, isso não é o bastante, apesar de infelizmente ser minha única possibilidade”... Ela não disse nada, apenas continuou me abraçando, até que beijou minha bochecha, delicadamente, e disse: “Não me dá nem oi mais Sophia?”, retribui seu beijo com um sorriso de canto, e a convidei para sentar.

O jantar correu agradavelmente bem, comemos uma boa massa, bebemos algumas boas garrafas de vinho, e é claro, embalamos a noite com boas trilhas sonoras... A conversa teve suas nuances... Inicialmente bem tensa, depois amigável e, basicamente cúmplice em alguns momentos. Clarice olhou no relógio, eram 23h45, disse tudo aquilo que eu não queria ouvir aquela noite: “Sophia, preciso ir. Já esta tarde!”, levantou-se, eu a acompanhei e a levei até a porta, nos despedimos e timidamente a observei entrar no elevador...

Clarice nem mesmo tinha chego com o elevador no térreo quando peguei meu celular e liguei para ela... “Clarice, por que você não volta e passa a noite aqui comigo, já esta tarde e bebemos algumas taças a mais pra que você saia dirigindo agora. Além do que, você seria uma excelente companhia. Te dou minha cama e durmo no sofá, prometo me comportar! Rs...” ... “Se comportar? Por que Sophia? Acho que poderia passa uma noite bem melhor na sua cama se você ficasse nela comigo, sem dúvida” ... “Então volta baby... Deixei a porta destrancada pra você entrar... Estou entrando no banho, se vier logo, essa porta também estará aberta.........”.

Tu, tu, tu, tu, tu ...


... Lady Sophia ...

4 comentários:

  1. Asss tá ficando bom pra caramba velho!
    quero só ver se Clarice tem atitude, Sophia deu moral, simbora mulher................

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  2. Nossa! Agora sim! Agora gostei da Sophia, "A Sexy Girl" ...Clarice minha filha, se você não for logo, eu vou!!!!

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  3. eh tudo taum lindo de ler
    deveria escrever um livro sobre as duas, tudo delicado, gostoso de imaginar, falta narrar bem um noite de prazer

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  4. Sou sua fá Sophia, post boníssimo!

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